A arte dos poetas

Posted in Sem-categoria on março 2, 2008 by cacauqmc

O vazio criador… Isso existe?                                                                                                  

E fico aqui olhando o teclado, tentando esvaziar a mente, só para ver se a minha inspiração volta, mas só o que sinto é uma pressão na cabeça, lágrimas aflorando, meu cérebro está congestionado…

É possível fazer versos quando estamos apaixonados, na verdade, é como se tudo fosse meio poético quando a paixão nos cerca. Mas e quando não estamos apaixonados? Quando olhamos para a lua e não há ninguém em quem pensar; quando olhamos o mar e não sentimos falta da companhia de ninguém; quando estamos sozinhos e não há um olhar ou um sorriso em que pensar e sentir saudade… É possível ser um poeta quando não há amor?

Fernando Pessoa disse que o poeta é um fingidor… Fingi-dor, HA! Já tô começando a viajar… Mas faz sentido. Sim, é possível, mas não é a mesma coisa… Todo poema necessita um pouco de paixão, seja pelo que for ou por quem quer que seja. O mínimo, para que os leitores não lembrem que quem o escreveu, podia muito bem estar fingindo…

Esta sensação, já é uma velha companheira. E ainda assim eu nunca sei o que fazer com ela…

 Namárië o/

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Posted in Sem-categoria on março 1, 2008 by cacauqmc
Sou eu procurando a luz, onde não há mais nada.
Ontem passei o dia todo dormindo, só assim pra não sentir dor. Gripe? Acho que não, sinusite talvez… O resultado foi uma penca de sonhos esquisitos… Sonhei com a Fernanda Rieth, com a Suelen, com a Lara e a Luiza. Eu devia estar com muita sede no sonho =/ Tinha água pra todo lado, quero dizer, pessoas bebendo água, com aquelas bambonas, e copos, um monte de copos no escorredor de louças (eu nem tenho escorredor de louça em casa o.O) E lembro que quando fui almoçar – no sonho – eu tava com uma sede do cão, daí tomei sprit com água ô.O!
E tinha um monte de gente que eu nunca vi na vida… Fui tipo um reencontro.
E o sonho que tive antes foi mais esquisito ainda, sonhei com a Cíntia de novo.
Enfim…Acordei com queda de pressão, tive que botar sal embaixo da língua, acho que foi pq eu não jantei ontem, a última coisa q comi foi um pedaço de bolo lá pelas 15:00 hrs.
Acho q é só… Segunda começa a facul, e eu vou ter que dar um duro danado pra aumentar meu I.AA pq senão vou ficar sem bolsa O.O
Não gostei de Celtic Frost…
Namárië o/
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Coffee *-*

Posted in Sem-categoria on fevereiro 23, 2008 by cacauqmc

“Tu divino café, cujo amável licor sem alterar a mente, alegra o coração”.
Jacques Delille

“Café / Negro como o diabo / Quente como o inferno / Puro como um anjo / Doce como o amor”.
 Talleyrand

Namárië o/

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Tsuru^^

Posted in Sem-categoria on fevereiro 23, 2008 by cacauqmc

O “tsuru” (o grou), ave sagrada para o povo Japonês é um pássaro que segundo a lenda vive 1000 anos. Considerada símbolo de sorte, paz, felicidade e longevidade, diz-se que se uma pessoa  estiver doente e fizer mil dobraduras desta ave será curada.

Por isso fizemos optamos por mostrar como se dobra um tsuru. Com ele será possível ornamentar cartazes, construir móbile, maquete, peça teatral com a participação de alunos (atores), bonecos ou outras dobraduras etc. Compor animações em vídeo ou através de fotografias digitais… ou ainda, expô-los isoladamente.

Esta crença popular acabou sendo associada a um fato ocorrido no Japão, em 1945, mais precisamente ao final da Segunda Grande Guerra com a explosão da primeira bomba atômica lançada pelo Estados Unidos.

A bomba não diferenciou militares de civis que viviam naquela cidade. Esta arma atingiu em cheio mulheres, idosos e muitas crianças, todas inocentes. Muitas pessoas, também muitos animais, morreram na hora, pulverizados pelo intenso calor gerado pela reação nuclear. Aquelas pessoas que estavam mais distantes sofreram queimaduras bastante sérias provocadas pela radiação e posteriormente acabaram morrendo, pois não havia cura para este mal. Mas, o pior aconteceu com aquelas pessoas que estavam a uma distância maior e que aparentemente nada sofreram com a explosão, dentre elas muitas crianças.

Uma destas crianças era a menina chamada Sadako Sasaki, com dois anos de idade na época. Sadako que aparentemente nada tinha sofrido por estar a uma distância aproximada de dois a três km do local da explosão continuou levando a sua vida, bastante sofrida, mas como toda criança continuava a brincar. É óbvio que foi afetada pela radiação, mas as seqüelas não apareceram de imediato. Nas semanas seguintes, após o atentado, muita gente que aparentemente não tinham nada começaram a apresentar sinais de uma doença, que as deixam fracas e acabam morrendo sem nenhuma explicação por parte dos médicos, que por sua vez, ignoravam os motivos que levavam tanta gente à morte.

Aos doze anos Sadako gostava muito de correr, por isso participava da equipe de revezamento da Escola. Como integrante da equipe participava de competições e em uma de muita importância, na qual conquistaram o primeiro lugar,  os males da radiação começaram a dar sinal, pois no dia seguinte Sadako passou mal, quando se sentiu demasiadamente cansada e com tontura. As semanas foram passando e a menina vítima da bestialidade humana piorava até que um dia sentiu-se tão mal que caiu. Foi então levada para um hospital da Cruz Vermelha e lá descobriram que Sadako tinha leucemia. Como não havia cura para esta doença, as pessoas acabavam morrendo, mas esta menina que não queria ter o mesmo fim, não se conformava com sua doença.

Um dia a sua melhor amiga veio visitá-la e elas acabaram fazendo a dobradura de um pássaro chamado grou (tsuru) e então Chizuco, a sua melhor amiga, contou-lhe a lenda que envolvia aquela ave. A menina que via outras crianças morrerem do mesmo mal resolveu fazer os mil grous.

Mesmo muito doente conseguiu fazer as mil dobraduras, mas sua doença, conhecida como “doença da bomba”, a deixava mais fragilizada e seu estado de  saúde estava se agravando.

No dia 25 de outubro de 1955 Sadako não resistiu à doença e veio a falecer.

Seus colegas de classe, que viram várias crianças adoecerem e que acabaram morrendo deste mal, indignados resolveram se unir e arrecadar dinheiro para construir um monumento em homenagem à menina Sadako e todas as demais vítimas, por isso formaram um clube. Os trinta e nove colegas da classe de Sadako conseguiram mobilizar mais de 3.000 escolas no Japão e mais nove de outros países, assim conseguiram arrecadar o valor necessário para a construção do “Monumento das Crianças à Paz”, localizado no Parque da Paz – em Hiroxima, local do epicentro da explosão.

A partir deste ato foi produzido um filme intitulado: “Os Mil Grous de Papel”. Os atores mirins que participaram da produção cinematográfica decidiram fundar um clube com o mesmo nome e que tem até hoje o objetivo de conduzir as crianças a pensarem e trabalharem para a paz. Os integrantes do clube até hoje visitam pessoas doentes em função da bomba e penduram nos Monumentos pela Paz os grous de papel dobrado. No monumento uma inscrição é marcante e muito forte.

Este é o nosso grito

Esta é a nossa Prece

Construir a Paz no Mundo que é nosso

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 Retirado de http://www.arteeducar.com/comofazer/cftecnica/p15cftc01db04a.htm

Namárië o/

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O oportunista

Posted in Sem-categoria on fevereiro 23, 2008 by cacauqmc

” (…) Acredito que toda amizade é superficial quando não baseada numa experiência comum – e quanto mais profunda a experiência, maior a amizade. Existe, de fato, um sentimento entre os que conheceram um grande sofrimento ou uma grande alegria que faz com que só possam ser apreciados e compreendidos por alguém que tenha compartilhado de experiência semelhante.
(…) Agora constato que a infancia, mais do que preparadora para a vida, é a vida em sua essência, e os anos de maturidade se passam no soprar de suas brasas, até que finalmente sejam apenas cinzas.”

Piers Paul Read – O oportunista

Nada mais a declarar, a não ser que as afirmações acima são, para mim, um fato.

Namárië o/

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Vale

Posted in Sem-categoria on janeiro 31, 2008 by cacauqmc
Vale perdido, onde nada vive
Há o sol lá fora, onde a vida está
Quem ousa sair, para não voltar?
Ousaria eu, mas tenho preso o coração
Ousaria, mas tenho presa a vontade.
Esta fresta de luz, cegando meus olhos
De onde vem?
Do vale dos sonhos, onde a ninfa reina
Com dança, música e riso, confusão…
E no vale das sombras, onde jaz meu ser
O vale dos sonhos, é só uma ilusão,
Onde o nada tudo é,
Onde o tudo, em nada está.

+ um sonho…

Posted in Sem-categoria on janeiro 23, 2008 by cacauqmc

Eu sinto que as palavras escapam, fogem da minha cabeça…Antes não era assim.

Talvez eu tivesse mais confiança, ou as coisas realmente mudaram. Sim, é o que eu vejo, não só meus sentimentos, mas meus objetivos, minha maneira de ver a vida, as pessoas, o tempo.

Tudo parece ter mudado em mim, é como se não fosse mais capaz de admitir um sentimento, se não tenho certeza de que ele é real. Acho que aprendi isso com as experiências anteriores rs

E quando eu reparava nas pessoas ao meu redor, não me importava com o que fossem pensar, na verdade eu nem me dava conta do que estava fazendo, mas hoje…Hoje eu olho para a rua, para o céu, ninguém gosta da sensação de estar sendo observado.

Eu só queria poder passar para os outros o que tenho aprendido com o tempo, mas parece que não nasci mesmo para ser professora, sinto como se ninguém quisesse ou precisasse saber, como se o fato de eu falar sobre isso não fosse mudar nada, como se eu não fosse ouvida.

No entanto, é justo o que eu procuro, alguém que me ouça, sem me julgar… Alguém com quem eu me sinta segura para falar sobre mim, sobre as minhas observações, sobre as mudanças.

Mas ao contrário, o que eu consegui foi me tornar uma boa ouvinte, que guarda o segredo dos outros, e não revela nada sobre si.

Eu queria muito poder confiar em vc, pelo menos vc, que se abre tanto comigo… Mas eu não posso, e não sei o que me impede.

Namárië

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